"Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado...e nos perderemos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo : não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores...mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !" - Vinicius de Moraes



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Da individualidade nossa de cada dia...

Observar é algo prazeroso , por algumas vezes , por outras é algo impossível de não se fazer , algo inevitável mesmo , principalmente , nas ações cotidianas que nos cercam , tais como : andar no transporte público , caminhar a pé pelas ruas do bairro , ir ao supermercado , esperar em filas de banco , açougue , atendimentos mil em estabelecimentos comerciais... enfim.
E nessas observâncias é possível perceber o quanto somos seres individualizados e , chegamos , por certos momentos , a sermos até primitivos , instintivos em nossas ações diante de outras pessoas , ações do tipo - cada um por si - pautadas pela base do egoísmo mesmo e da pura falta de educação , solidariedade , importância e descaso. Descaso com tudo e com todos , com o ambiente em geral e com as pessoas que nos cercam.


Se estamos aqui , dispostos em sociedade , sugere-se ou supõe-se que haja um motivo para tal , haja um motivo que nos leve a isso , fundamentalmente e em minha consciência acredito que seja para aprender que estamos assim , aprendermos a respeitar as diferenças e as individualidades simultâneas que nos cercam em meio ao mundo que nos envolve.
 
 

O noticiário da televisão é sempre muito catastrófico e deve ser evitado por pessoas muito sensíveis , pois , em certos dias , assim como o de hoje , as notícias divulgadas giram somente em torno de agressões e de desentendimentos , brigas de trânsito , assassinatos e outras coisas com as quais a sociedade como um todo já se faz tão acostumada e sequer se choca com o que vê e pode assistir a tudo isso incólume mesmo que esteja desfrutando de seu horário de almoço. Algo assim como tanto fez , tanto faz e é assim que a banda toca , não muda nunca ! Claro que não muda se nós não mudarmos também.


As perguntas que ficam são : Até quando a humanidade se dirá disposta a agir assim , desses modos tão individuais , pensando em si mesma , olhando ao redor e não se inquietando com as situações do outro ? Até quando vamos querer ficar sentados , como meros telespectadores da nossa própria sorte sem sequer mudarmos inicialmente a nós mesmos para garantirmos um futuro diverso deste que desfrutamos neste momento ? Até quando podemos não nos sensibilizar com a agressão gratuita , com as repulsas baratas que semeamos ao longo de nosso dia , com as falsas importâncias que damos ao mundo tão material e ao pouco que decidimos dedicar ao nosso próximo desconhecido que por nós , passa todos os dias despercebido de suas necessidades. Dar de ombros é sempre mais cômodo que agir e pensar sobre isso deve doer um pouco.

3 comentários:

Will Lukazi disse...

oi van...
comentarei este belo e interessante texto ainda hoje. Acabei de postar agora 03:35 da manhã....

Super Beijo, minha amiga.

C. disse...

Os mais sensíveis e conscientes do seu papel nessa breve passagem por aqui, se chocam e muito, e acho agem fazendo cada um sua parte.
Já os que nao estao nem aí, nem assim pensam, continuam poluindo a vida com atitudes cada vez mais egoístas.
Às vezes a gente se omite como uma forma de protecao. Como tudo requer dinheiro e normalmente nao se tem, ficamos de maos atadas. Mas dá sim pra cada um fazer sua parte sendo mais gentil, por exemplo, já é uma maneira.
Eu adoro urubuservar (auhauh) as pessoas no metrô, na rua, no supermercado. Tô sempre puxando o freio de mao do marido, porque acho ele imaturo nesse ponto, ele acha todo mundo é egoísta, e pronto.
E olhando a foto das unhas bem feitinhas, lembrei que também adoro uma, mas os esmaltes andam passando longe das minhas... rs

Bom dia pra você, amiga!

Will Lukazi disse...

Oi Van...

Como prometi...srsrsr...
bem, seu texto é no mínimo pertinente a estes tempos estranhos em que vivemos hoje. O amor da maioria se esfriou e os verdadeiros valores que constroem uma sociedade se perderam entre meio esta modernidade fria e inconsequente. Os valores mostrados hoje pela mídia são outros, infelizmente totalmente dispensáveis tipo saber cantar, saber dançar, saber falar palavrões, saber socar como no UFC, saber trair como nas novelas ou matar como fazem nossos atores favoritos nos filmes. As famílias já não são formadas por pais e mães que sempre foram a estrutura, a base, hj em dia sempre falta uma figura ou outra de referência...são tudo pequenos detalhes que formam a grande engrenagem ( que está se soltando) ''Religiosos'' que a tudo arrasta espalha ódio e sangue e guerras ''santas'' pelo Mundo afora...
E como diria Renato Russo ''parem o Mundo que eu quero descer''...''e há tempos são os jovens que adoecem, e há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos, só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção.

Van, um belo texto e que venho numa ótima hora. Tenho certeza de que estas coisas te revoltam tanto quanto eu e não podemos nos calar. Parabéns pela sensibilidade !
Um super beijo...e ó, estive aqui...srssrsr...